terça-feira, 30 de novembro de 2010

...

Companheiro

Vai amigo
Não há perigo que hoje possa assustar

Não se iluda
Que nada muda se você não mudar

Ponha alguma coisa na sacola
Não esqueça a viola
Mas esqueça o que puder
E cuide pra não morrer
Rasgue as coisas velhas da lembrança
Seja um pouco de criança
Faça tudo o que quiser
E cuide pra não morrer

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"-Então Charlie Brown, o que é amor pra você?


-Em 1987 meu pai tinha um carro azul.
-Mas o que isso tem a ver com o amor?
-Bom acontece que todo dia ele dava carona pra uma moça.
Ele saia do carro abria a porta pra ela, quando ela entrava, ele fechava a porta
dava a volta pelo carro, e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca.
-Ela ficava fazendo caretas, e os dois morriam de rir.
-Acho que isso é amor!"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A clausula do elevador

Porque eram precavidos, porque queriam que sua união desse certo, e principalmente porque eram advogados, decidiram fazer um contrato nupcial. Um instrumento particular, só entre os dois, separado das formalidades usuais de um casamento civil. Nele estariam explicitados os deveres e os compromissos de cada um até que a morte – ou o descumprimentos de qualquer uma das cláusulas – os separasse.
Quando chegaram à parte do contrato que trataria da fidelidade, ele ponderou que a cláusula deveria ter uma certa flexibilidade. Deveria prever circunstâncias aleatórias, heterodoxas e atenuantes. Em outras palavras, oportunidades imperdíveis. E exemplificou.
- Digamos que eu fique preso num alevador com a Luana Piovani. Depois de dez, quinze minutos, ela diz “Calor, né?”, e desabotoa a blusa. Mais dez minutos e ela tira toda a roupa. Mais cinco minutos e ela diz “Não adiantou”, e começa a desabotoar a minha blusa… O contrato deveria prever que, em casos assim, eu estaria automaticamente liberado dos seus termos restritivos.
Ela concordou, em tese, mas argumentou que a licença pleiteada deveria ser específica, rechaçando a sugestão dele de que se referisse genericamente a “Luana Piovani ou similar”. Ficou decidido que ele estaria automaticamente liberado da obrigação contratual de ser fiel a ela no caso de ficar preso num elevador com a Patrícia Pillar, a Luma de Oliveira ou uma das duas (os as duas) moças do “Tchan”, além da Luana Piovani, se o socorro demorasse mais de vinte minutos. Isto estabelecido, ela disse:
- No meu caso…
- Como, no seu caso?
_ No caso de eu ficar presa num elevador com alguém.
- Quem, por exemplo?
- Sei lá. O Maurício Mattar. O Antônio Fagundes. O Odvan…
- O Odvan não!
Foi uma negociação longa e difícil, durante a qual ele vetou vários nomes, até ser obrigado a concordar com um, por absoluta falta de argumentos. Ela estaria liberada de ser fiel a ele se um dia ficasse presa num elevador com o Chico Buarque. Mas só com o Chico Buarque. E só se o socorro demorasse mais de uma hora!

Luís Fernando Veríssimo, o cara.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

MEU MEU MEU

Eu quero que você saiba que o que é meu, é meu. Possessividade é o meu fote e o meu fraco. Mas uma coisa eu tenho certeza: você é o meu forte, a minha base. Que você foi é parte da minha vida e a muito eu já não posso seguir sem você. Eu te impeço de várias oportunidades, faço da sua vida um inferno, e sigo feliz, por você estar sempre comigo. 
 Mas a pouco você me fez notar que também precisa seguir seus próprios rumos, viver sua própria vida. E isso me prejudicou muito. Porque você não me deu tempo de me acostumar com sua falta. Te peço paciência e te prometo que vou aceitar, vou te deixar caminhar com seus próprios pés, e seguir também meu caminho. Prometo a você que vou criar minha independência. Te peço calma, paciência e acima de tudo, te peço seu infinito amor.
 Que sempre esteja comigo.
 Com todo o meu amor
 Sara Maria.

sábado, 6 de novembro de 2010

Mãe...

...São três letras as desse nome bendito. Três letrinhas apenas! E nelas, cabe o infinito.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ivan Lins

Depende de nós
Quem já foi
Ou ainda é criança
Que acredita
Ou tem esperança
Quem faz tudo
Pr'um mundo melhor...
Depende de nós
Que o circo
Esteja armado
Que o palhaço
Esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente
Precise sonhar...
Que os ventos
Cantem nos galhos
Que as folhas
Bebam orvalhos
Que o sol descortine
Mais as manhãs...
Depende de nós
Se esse mundo
Ainda tem jeito
Apesar do que
O homem tem feito
Se a vida sobreviverá...

Boca Livre

Vem morena ouvir comigo essa cantiga
Sair por essa vida aventureira
Tanta toada eu trago na viola
Prá ver você mais feliz
Escuta o trem de ferro alegre a cantar
Na reta da chegada prá descansar
No coração sereno da toada, bem querer
Tanta saudade eu já senti, morena
Mas foi coisa tão bonita
Da vida, nunca vou me arrepender