sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Luís Fernando Veríssimo
Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Legião e depressão
"É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?..."
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?..."
sábado, 22 de janeiro de 2011
Aquilo que dá no coração
Aquilo que dá no coração
E nos joga nessa sinuca
Que faz perder o ar e a razão
E arrepia o pêlo da nuca
Aquilo reage em cadeia
Incendeia o corpo inteiro
Faísca, risca, trisca, arrodeia
Dispara o rito certeiro
Avassalador
Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar
E nos joga nessa sinuca
Que faz perder o ar e a razão
E arrepia o pêlo da nuca
Aquilo reage em cadeia
Incendeia o corpo inteiro
Faísca, risca, trisca, arrodeia
Dispara o rito certeiro
Avassalador
Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
E quando o dia nascer...
Sei que o horizonte dessa estrada
Não pode acabar em nada
Você há sorrir pra mim
Mas as palavras não dirão
Se os ventos que nos levarão
Virão...
Sei que as aparências não enganam
Quando aparentemente inflamam
O meu olhar o seu olhar
Prefiro não me arrepender
A simplesmente não dizer
Te amo...
E quando o dia nascer
Você abre a janela
E deixa o sol entrar
E deixa o sol entrar
Pela janela.
Não pode acabar em nada
Você há sorrir pra mim
Mas as palavras não dirão
Se os ventos que nos levarão
Virão...
Sei que as aparências não enganam
Quando aparentemente inflamam
O meu olhar o seu olhar
Prefiro não me arrepender
A simplesmente não dizer
Te amo...
E quando o dia nascer
Você abre a janela
E deixa o sol entrar
E deixa o sol entrar
Pela janela.
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