sexta-feira, 15 de abril de 2011

Onde a máquina me leva
Não há nada
Horizontes e fronteiras
São iguais
Se agora tudo
Que eu mais quero
Já ficou prá trás...
Qualquer um que leva a vida
Nessa estrada
Só precisa de uma sombra
Prá chegar
A saudade vai batendo
E o coração dispara...
Mas de repente
A velocidade chora
Não vejo a hora
De voltar prá casa
A luz do teu olhar
No fim do túnel
E no espelho
A minha solidão...
O céu da ilusão
Que não se acaba
A música do vento
Que não pára
Será que a luz do meu destino
Vai te encontrar...
Vejo a manhã de sol
Entrando em casa
Iluminando os gritos
Das crianças
Os momentos mais bonitos
Na lembrança
Não vão se apagar...
Ai quem me dera encontrar
Contigo agora
E esquecer as curvas
Dessa estrada
Eu prefiro sonhar com os rios
E lavar minh'alma...
Alguém sentando
À beira do caminho
Jamais entenderá
O que é que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento
Que tua falta faz...
Havia tanta paz no teu carinho
Na despedida fez um dia lindo
Quem sabe tudo estará sorrindo
Quando eu voltar...
Ai quem me dera encontrar
Contigo agora
E esquecer as curvas
Dessa estrada
Eu prefiro sonhar com os rios
E lavar minh'alma...
Alguém sentando
À beira do caminho
Jamais entenderá
O que é que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento
Que tua falta faz...
Havia tanta paz no teu carinho
Na despedida fez um dia lindo
Quem sabe tudo estará sorrindo
Quando eu voltar...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Esses versos....

É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra

E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são

Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte

E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez

E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"

domingo, 27 de março de 2011

"Tu és Soberano
 Sobre a Terra Tu és Senhor
 Absoluto...
 Tudo que existe e acontece
 Tu os sabes muito bem
 Tu és Tremendo
 E apesar dessa glória que tens
 Tu te importas comigo também
 E esse amor tão grande
 Renova-me, eleva-me amar a Ti"

27-03

"Não solidão, hoje não!"- Chico Buarque e Bebel


 Ressurgi das cinzas, pois é! Confesso que havia me esquecido de como a vida pode ser bonita. Um pastel de praça, um violão, uma peça de teatro e a companhia indispensável de algumas pessoas maravilhosas. Fazia tanto tempo que não me sentia assim...depois que saimos do teatro, pensei em correr, sair correndo sem direção, sem rumo. Estou livre, estou contente.
 Desde algumas semanas atrás em vinha me sentindo bastante infeliz, sem gosto, amarga. Titans me deu uma sacudida, Skank me deu uns tapas e Legião, como sempre me despertou de vez e me serviu de conforto. Estou tremendamente feliz e queria, assim como Gonzaguinha, dizer a todo mundo que me gosta que hoje eu me gosto muito mais. Tinha me esquecido de como a vida pode ser maravilhosa e algumas pessoas especialíssimas me fizeram lembrar.
 Guardo um grande respeito, admiração, e um sentimento muito nobre por essas pessoas que me ajudaram a sorrir muito nessas últimas semanas. Queria que vocês soubessem que têm o meu coração e todo o meu amor.
 Estou bem, feliz, e com vontade de correr por aí.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pedi pra mãe – me interna, to infeliz pra caralho.
Aquela velha história do amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor. Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não.
Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era... Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero. Desde que ele fora embora, eu ouço versos que me falam sobre amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ele estava ao meu lado, agora que se foi, tudo é cinza. E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar. Porra eu preciso ser internada.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Saudade

Veja bem meu bem
Sinto lhe informar
Que arranjei alguém
Pra me confortar
E esse alguém está
Quando você sai
E eu só posso crer
Pois sem ter você
Nesses braços tais
Veja bem amor
Onde está você
Somos no papel
Mas não no viver
Viajar sem mim
Me deixar assim
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins
Veja bem meu bem
Encontrei alguém chamado saudade

quinta-feira, 10 de março de 2011

Esses versos do Gonzaguinha....como ele mesmo disse: eu só quero dizer a todo mundo que me gosta...

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora